quarta-feira, 20 de junho de 2012

Atividade física ajuda a retardar o surgimento de varizes e vasinhos


BEM ESTAR 
Especialistas deram dicas de exercícios para fazer no dia a dia. É importante se movimentar e não ficar na mesma posição por muito tempo.

O principal fator determinante para o surgimento desse problema é a pré-disposição genética. Em algum momento da vida, eles podem ou até devem aparecer, mas a boa notícia é que esse surgimento pode ser retardado com bons hábitos de vida. Os vasinhos são capilares da pele que se dilatam inexplicavelmente, de cor avermelhada ou arroxeada, que podem aparecer em diferentes locais do corpo, como rosto, colo, seios, abdômen, costas, pernas e pés. Já as varizes são veias superficiais dilatadas e tortuosas, de cor roxo-azulada ou esverdeada, que surgem ao longo das pernas e dos pés e podem causar dor e inchaço.

Vasinhos podem ou não estar relacionados com as varizes. Quando isso acontece, são as veias que os alimentam. Um indício de que isso pode estar ocorrendo é quando a pessoa seca o vasinho, mas sempre aparecem outros na mesma região. Existem algumas técnicas que evidenciam essa possível relação. Pode-se usar a descompressão da região (o médico aperta e solta a pele), visualização direta e aparelhos que enxergam essas veias. Os vasinhos não causam nenhum dano à saúde, a não ser estético. Já as varizes, quando progridem muito, podem provocar úlceras na perna (atrofia a pele da perna), feridas enormes e provocar trombose.

Ficar muito tempo em pé ou muito tempo sentado pode acelerar o aparecimento de varizes e vasinhos porque uma maior quantidade de sangue desce para as pernas e as veias trabalham contra a força da gravidade. Esse esforço faz com que a parede das veias se dilate, fiquem “frouxas” e acumulem sangue.

Uma musculatura forte e que está em constante movimento de contração ajuda no retorno venoso, por isso é importante fazer atividade física e não ficar na mesma posição por muito tempo. No caso das varizes, o uso de anticoncepcionais também pode ser um fator determinante.

Vasinhos e varizes são mais comuns em mulheres: aproximadamente 15% delas têm ou vão ter ao longo da vida em algum grau. Mas também acometem homens. Estudos mostram que para cada 4 mulheres com o problema, há um homem.

Como eliminar os vasinhos

A injeção de produtos que irritam os vasos (glicose, espumas, etc.) faz os vasinhos secarem, mas pode ser usado também um laser que promove uma irritação térmica (cauteriza). O tratamento é feito em sessões.

Antigamente os pacientes faziam de 10 a 20 sessões. Hoje, com o auxílio de novos sedativos de pouco efeito colateral, a pessoa consegue terminar o tratamento em até três sessões. A única restrição é não tomar sol por 30 dias por causa dos hematomas que as aplicações provocam.

Como eliminar as varizes

Depende do tamanho. Pode-se usar a cauterização com cateter de radiofreqüência, laser ou a cirurgia de retirada da veia. As veias que mais causam problemas são as safenas (temos duas em cada perna), mas as varizes podem ocorrer em outras veias superficiais.

Entenda a circulação

O sangue desce pelas artérias e sobe pelas veias. Quando estamos deitados, esse trabalho é feito sem nenhum esforço. Quando estamos sentados ou em pé parados, o sangue sobe com mais dificuldade porque está trabalhando contra a gravidade. Quando estamos em movimento, contraindo os músculos da perna, a contração ajuda a empurrar o sangue para cima de volta. Atividade física ajuda no bombeamento sanguíneo de todo o nosso corpo.

A panturrilha é o coração da perna. É preciso mobilizar, fortalecer e alongar os músculos dessa região para ajudar o retorno venoso. A contração do músculo posterior da panturrilha ajuda a empurrar o sangue pra cima sem forçar muito as veias que fazem o trabalho de devolver o sangue ao coração.

Os exercícios são ótimos para retardar o aparecimento de vasinhos e varizes para quem tem pré-disposição a esse problema. Servem para pessoas que trabalham muito tempo sentadas, em pé ou dona de casa que passa muito tempo em pé passando roupa ou lavando louça.

Exercícios

Para quem está sentado e não pode levantar, a dica é ficar na ponta dos pés e abaixar o calcanhar por cinco vezes. Na mesma posição, a pessoa pode alongar o músculo com a ponta do pé para cima por 10 segundos. Tirar o pé do chão e fazer movimentos circulares de tornozelo também pode ajudar. O ideal é fazer esses movimentos a cada duas horas, pelo menos.

Para quem fica muito tempo em pé ou pode levantar durante as atividades do dia, o indicado é marchar na ponta dos pés (10 vezes cada perna) e subir e descer na ponta dos pés. Levantar para ir até o café, subir e descer escadas, caminhar um pouco também ajuda.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Tecnologia no esporte.


Vários segmentos do nosso cotidiano e seu crescimento trouxe grandes benefícios à vida do ser humano. Como, por exemplo, na área esportiva a tecnologia tem se mostrada uma verdadeira aliada ao meio. As novidades tecnológicas ajudam os atletas a superarem limites e acabam dando uma forcinha para o juiz, quando o olho humano acaba falhando, as máquinas podem contribuir para dar o resultado mais justo.
tecnologia do esporte

Na natação os maiôs ajudaram a superar recordes, as câmeras acabam expondo cada minucioso detalhe, com isso provando que a tecnologia também é uma revolução nos esportes. Apesar de que os supermaiôs já foram proibidos a partir deste ano, mas isso não significa que na natação a tecnologia não esteja mais presente, novos recursos já estão em experimento. Tanto é que agora estão analisando o desempenho nos atletas através de novos blocos de partidas. Que tem como beneficio dar vantagem na hora da largada.
Ainda no mundo das piscinas, no nado sincronizado a tecnologia no esporte se faz presente através de recurso de áudio. Para ouvir a música é utilizado um som sub-aquático com ótima qualidade acústica, como também clip de nariz para não incomodar os esportistas.


Na esgrima, por exemplo, os esportistas apresentam praticamente dois adversários. Além do oponente, existem cabos eletrônicos que imitem os movimentos durante as provas. Em Curitiba, atualmente está sendo testado um sistema sem fios na qual prometem acusar os golpes praticados e dando mais liberdade aos esgrimistas.
Esgrima

Nos esportes de luta, os atletas aprimoraram a velocidade dos golpes, mas o olho humano continua sendo o mesmo e com isso o resultado muita das vezes sendo questionado. Por isso, no TaekWon-Do estão testando um colete eletrônico que sinaliza os golpes, validando assim a pontuação.
tecnologia no esporte
O judô é outra categoria de esporte de luta que pretende utilizar a tecnologia para definir os seus resultados. Hoje, são três árbitros que ficam posicionados no tatame analisando os golpes. A nova proposta é deixar um árbitro e os outros dois assistindo a luta por monitores de TV.
Enfim, é notório que a tecnologia é de grande valia para ajudar os atletas a superarem seus limites e o uso de máquinas acaba restringindo as margens de erros, apesar de que mesmo com todo seu avanço ainda existem possibilidades de falhas.

Diabetes entre homens tem tendência de alta

FOLHA DE S. PAULO


O percentual de homens com 18 anos ou mais diagnosticados com diabetes subiu de 4,4% em 2006 para 5,2% no ano passado, indica estudo apresentado pelo Ministério da Saúde. 

Esse histórico, aliado a outras pesquisas já feitas, levou o ministério a dizer que existe uma tendência de alta da doença entre os homens, explicada pela pasta como a união entre o crescimento do diagnóstico e de fatores de risco, como obesidade e envelhecimento da população.

Já entre a população como um todo (5,6%) e as mulheres (6%), a tendência é de estabilidade, segundo Deborah Malta, coordenadora de vigilância de doenças e agravos não transmissíveis do ministério.

Os dados foram retirados do Vigitel 2011, inquérito telefônico feito com 54.144 adultos com 18 anos ou mais, nas 27 capitais. A pesquisa, anual, questiona sobre hábitos de vida e fatores de risco.

A presença do diabetes aumenta com o avanço da idade. Enquanto apenas 0,6% dos jovens de 18 a 24 anos informaram ter tido diagnóstico da doença, esse percentual sobe para 21,6% entre os adultos com 65 anos ou mais.

Também está relacionada à escolaridade, porque tende a cair entre pessoas mais instruídas. "A educação tem peso importante nas ações de saúde. O índice é duas vezes maior se comparadas as pessoas com menos de oito anos de escolaridade e as com 12 anos ou mais de estudos", afirmou o ministro da saúde Alexandre Padilha.

Essa relação com o estudo, segundo Malta, deve estar ligada à presença de hábitos de vida mais saudáveis na população mais escolarizada.

O programa de popularização de academias de ginástica, entre outras medidas adotadas recentemente pelo governo, foi citado como armas para reverter a tendência de alta do diabetes.

INTERNAÇÕES

O custo das internações por diabetes na rede pública chegou a R$ 87,9 milhões, informou o ministério. Em 2008, estava na faixa dos R$ 65 milhões. Uma única internação custa, em média, R$ 603 e dura seis dias.

Segundo o ministro Padilha, é possível notar uma redução no número das internações em 2011, se comparado ao ano anterior: de 148, 4 mil para 145,8 mil --segundo dado ainda preliminar de 2011.

Ele avalia que essa variação está relacionada à oferta gratuita de medicamentos contra odiabetes, iniciada no ano passado.

Malta diz que é preciso avaliar os dados dos próximos anos para verificar se essa é uma tendência que se mantém. "Precisamos de mais tempo para avaliar. Mas, ao mesmo tempo que teve um aumento do diagnóstico de homens, teve um recuo nas internações, é um movimento contrário. A gente esperaria até um aumento."

Em 2010, 54,5 mil pessoas morreram pelo diabetes. A meta do governo, para os próximos dez anos, é reduzir em 2% ao ano a mortalidade por doenças crônicas não-transmissíveis, onde está inserido o diabetes.



terça-feira, 5 de junho de 2012

Conheça as modalidades que estão na fila para virar esporte olímpico


Para chegar lá, as respectivas federações internacionais devem ser signatárias da Agência Mundial Antidoping e preencher 33 requisitos que comprovem tradição e popularidade. 

A briga por um lugar no pódio se inicia muito antes de os Jogos começarem. Muito mesmo: com as listas para 2012 e 2016 já definidas, há 8 candidatos para uma única vaga nas longínquas Olimpíadas de 2020, ainda sem sede. A decisão sai em 7 de setembro de 2013 — data em que também será anunciada a cidade-sede entre as candidatas Baku, Doha, Istambul, Madri e Tóquio. 

Ratificados em 2004 pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), os critérios serão atualizados em breve, mas, até o fechamento desta edição, os esportes-candidatos deveriam ser praticados em pelo menos 75 países em 4 continentes, no caso de modalidades masculinas, e em 40 países em 3 continentes no caso das femininas. 

Como a lista atual chegou ao limite de 28 esportes, para que um entre, outro tem de sair. Há algumas mutretas no regulamento: sob o guarda-sol dos esportes aquáticos, por exemplo, que ocupam uma vaga, há provas de natação, mergulho e polo. 

DE OLHO NAS MEDALHAS | Na rua, na água, na quadra, na pista de cimento.

1.BEISEBOL 
COMO FUNCIONA: Uma bola para arremessar, um taco para rebater e 4 bases para percorrer enquanto a bola está no ar. Com 9 atletas, as equipes se revezam entre ataque (rebatedor) e defesa (arremessador). Quem ataca marca ponto ao completar uma volta nas 4 bases. São 9 rodadas (innings), compostas de um ataque e uma defesa por equipe. 
DURAÇÃO: 2 horas e 40 minutos em média por jogo. 
JÁ PARTICIPOU? Sim, de 1992 a 2008, só no masculino. Está fora em 2012 e 2016. 

2.SOFTBOL 
COMO FUNCIONA: Tem a mesma lógica do beisebol, com quase tudo em menor escala — exceto a bola, um pouco maior, mas mais leve. O campo é menor, são 7 rodadas, e a equipe se mantém em 9 jogadores. O arremesso é feito por baixo, e não por cima do ombro. No Brasil, é praticado oficialmente por mulheres. 
DURAÇÃO: 1h e 30 minutos em média por partida. 
JÁ PARTICIPOU? Sim, de 1996 a 2008. É o único praticado só por mulheres nos Jogos. Está de fora em 2012 e 2016. 

3.SQUASH 
COMO FUNCIONA: Com raquetes e uma bolinha de borracha maciça, é jogado em quadra de 62 metros quadrados com os adversários lado a lado. Os atletas podem usar as 4 paredes para manter a bola em jogo, tocando obrigatoriamente uma vez na parede e no máximo uma vez no chão. 
DURAÇÃO: Uma partida profissional pode durar até duas horas. 
JÁ PARTICIPOU? Não, mas já disputou vaga para os jogos de 2012 e 2016. 

4.CARATÊ 
COMO FUNCIONA: São permitidos golpes com as mãos (protegidas por luvas), pernas e pés. O carateca pontua atingindo o abdômen, peito e até o rosto. Não vale chute abaixo do quadril, e os golpes não visam ao nocaute – embora aconteça. Ganha quem fizer mais pontos ou o primeiro a conquistar 8 à frente do adversário. 
DURAÇÃO: A luta dura 3 minutos, e o cronômetro para a cada ponto ou falta. 
JÁ PARTICIPOU? Não. Disputou vaga para 2016 e foi um dos mais votados. 

5.ROLLER SPORTS 
COMO FUNCIONA: Dentre as modalidades sobre rodinhas (como patins e skate), a com mais chance é a patinação de velocidade. As provas são parecidas com as de atletismo, sendo a mais curta de 300 metros. A pista pode ser de cimento ou asfalto (na rua) ou de madeira (indoor). Se entrar, pode abrir caminho para hóquei inline e patinação artística. 
DURAÇÃO: Variada. 
JÁ PARTICIPOU? Não (não confunda com os já olímpicos patinação no gelo e hóquei na grama e no gelo). 

6.ESCALADA 
COMO FUNCIONA: Na modalidade de dificuldade com corda, os escaladores cumprem a prova um de cada vez, para chegar ao topo de paredes com 30 metros por vias preestabelecidas. Na de velocidade, os atletas competem lado a lado em vias iguais. A terceira, boulder, é feita em blocos de 6 a 8 metros. Sem cordas, colchões amortecem quedas. 
DURAÇÃO: As provas de dificuldade com corda levam, em média, 4 minutos. As de boulder, 2 minutos. 
JÁ PARTICIPOU? Não. 

7. WUSHU (KUNG FU) 
COMO FUNCIONA: Tem kung fu para ver e para lutar. No taolu, os atletas executam movimentos preestabelecidos, com chutes e saltos. Há posturas básicas, como o cavalo e o arqueiro. Na luta, a sanda, os atletas usam protetores na cabeça, tórax e genitais e luvas. Valem chutes da panturrilha à cabeça. 
DURAÇÃO: Uma luta tem 3 rounds de 2 minutos. A cada queda, para o cronômetro. 
JÁ PARTICIPOU? Não, mas houve um torneio paralelo aos Jogos de 2008, na China. 

8. WAKEBOARD 
COMO FUNCIONA: Com botas presas a uma prancha, os atletas precisam impressionar os juízes com manobras aéreas. O julgamento é subjetivo, mas contam aspectos como altura dos saltos e variedade de execuções. A prancha usa a marola provocada pela lancha que a puxa para realizar as manobras. No cable park, mais moderno, o atleta é puxado por um cabo, e há rampas fixas na água. 
DURAÇÃO: A apresentação tem, em média, dois minutos. 
JÁ PARTICIPOU? Não.


QUEM JÁ ESTÁ LÁ | Beisebol e softbol saem em 2012, golfe e rúgbi entram em 2016.

RÚGBI 7
O rúgbi com 7 jogadores estreia nos Jogos. Com times de 15, o esporte esteve em 1900, 1908, 1920 e 1924. Uma espécie de “futebol com as mãos”, no rúgbi o objetivo é levar a bola para além da linha de gol do adversário. 

GOLFE 
O objetivo é avançar, com o menor número de tacadas, uma pequena e dura bola, passando por 18 buracos, chamados de seções. Será sua terceira participação — antes, foi em 1900 e 1904.

Prática de exercícios físicos desde a infância controla níveis de gordura no sangue


Prática de exercícios físicos desde a infância controla níveis de gordura no sangue

CRESCER

Pesquisa realizada pela UNESP com 2.720 adultos constatou que praticar exercícios físicos desde criança reduz em 66% o risco de desenvolver dislipidemia

O seu filho faz alguma atividade física? Saiba, então, que os benefícios da prática esportiva serão estendidos até a vida adulta. É o que constatou uma pesquisa realizada pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) realizada com 2.720 adultos, em oito cidades do estado. Uma das principais conclusões do estudo é que a prática de exercícios físicos apenas na idade adulta não previne a dislipidemia, doença que provoca alteração dos níveis de gordura no sangue – e atinge 16% da população brasileira. 

Os entrevistados foram questionados sobre a prática de atividades físicas na infância (7 a 10 anos), adolescência (11 a 17 anos) e idade adulta, e se haviam recebido o resultado de "colesterol alto", "baixo colesterol bom" ou "alto colesterol ruim" no último exame de sangue. Com base nas respostas, constatou-se que as pessoas que praticam esporte desde a infância têm 66% menos chance desenvolver algum quadro de dislipidemia na idade adulta. Além disso, observou-se ainda que começar a se exercitar após o diagnóstico não determina melhora da doença, se o paciente não tem um histórico de práticas esportivas.

Mas por que é importante criar o hábito desde cedo? “Durante os exercícios, o organismo queima a gordura extra que ficaria acumulada na corrente sanguínea”, explica o professor Rômulo Araújo Fernandes, do Departamento de Educação Física da UNESP em Presidente Prudente, que conduziu a pesquisa. “Assim, estimula o ganho de massa muscular e, por consequência, previne a obesidade no futuro”, conclui.

Atividade x exercício
Antes, porém, de matricular o seu filho em diversos cursos esportivos, saiba que existe uma diferença entre exercício e atividade física. “Até os 12 anos de idade, o importante é brincar e se familiarizar com diversas práticas, da cama elástica ao handebol”, afirma Luiz Luiz Henrique Rodrigues, professor e coordenador da educação física e atividades complentares da Escola Castanheiras (SP). 

Oferecer os mais variados tipos de atividades físicas na infância, mas sem enfatizar a competição e com regras adaptadas aos pequenos, é a melhor maneira de a criança associar a prática a coisas boas. Só depois dessa idade é que a performance deve ser levada a sério e vai se transformar em exercício. “O movimento tem de ser uma fonte de prazer”, afirma Cláudio Fernandes, coordenador de educação física da escola Stance Dual em São Paulo. “Só assim há chances da criança, quando adulta, trocar o sofá para jogar bola com os amigos, por exemplo.”

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Morte súbita de atletas profissionais indica problemas congênitos do coração CLEIDE TANABE, JORNALISMO PORTAL EF

morte-subita-atletas-profissionais-problemas-congenitos-coracaomorte súbita é a morte que ocorre repentinamente, sem previsão, sem sinais de trauma ou violênciaQuando ocorre antes dos 35 anos é sinal de que atleta já tenha uma doença congênita 
 
Segundo o cardiologista Dr. Mário Malamo, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a morte súbita em atletas pode acontecer até duas horas depois da realização da atividade física. O médico explica que amorte súbita antes dos 35 anos significa que o atleta provavelmente apresenta uma patologia congênita, ou seja, doenças adquiridas antes do nascimento ou no primeiro mês de vida. Após esta idade já seria uma patologia adquirida.

“Sem dúvida estas disfunções podem ser identificadas através da realização periódica de exames de ecocardiograma e teste ergométrico”, observa Málamo, “porém, algumas vezes o exame pode vir alterado ou indicar um falso negativo”.

Segundo estatísticas oficiais, 30 atletas profissionais menores de 35 anos morrem anualmente devido a problemas no coração. Na população em geral, essa média é de 1 para 100.000 habitantes.

Pesquisa divulgada pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) revelou ainda que cerca de 10% dasmortes súbitas em atletas com menos de 35 anos ocorreu em função de um infarto no miocárdio.

Vítimas de morte súbita

O esporte está em alerta: nas últimas semanas, uma série de incidentes envolvendo atletas que sofreram paradas cardíacas no meio do jogo acabaram em tragédia, ou quase, em diferentes modalidades esportivas.

O primeiro dessa série aconteceu em 17 de março, na Inglaterra: Fabrice Muamba, jogador de futebol do Bolton, sofreu mal súbito em campo, mas felizmente foi apenas um susto e o jogador hoje se recupera bem.

Na semana seguinte, em 25 de março, foi a vez do jogador italiano de vôlei Vigor Bovolenta. Durante um jogo do Campeonato Nacional, o jogador se queixou de dores no peito e desmaiou em quadra, mas acabou morrendo a caminho do hospital, aos 37 anos.

Três semanas depois, outro italiano, desta vez do futebol. Em 14 de abril, Piermario Morosini sofreu uma parada cardíaca aos 31min do segundo tempo. Ele recebeu uma massagemcardíaca ainda no estádio e foi, em seguida, transferido para o hospital, mas veio a falecer assim que chegou à unidade. Tinha somente 25 anos.

Naquela mesma tarde, na Venezuela, a jogadora de vôlei Verónica Gómez sofreu parada respiratória e também não resistiu.

No caso de Bolton, há informação de que o clube só teria solicitado esses exames na época da sua contratação, há 3 anos.

Já no caso do italiano Morosini, chegou-se a atribuir a tragédia à demora no socorro prestado pela ambulância, que teve dificuldade para chegar ao campo porque a entrada estava sendo obstruída por um carro, mas os médicos explicaram que mesmo que a ambulância tivesse chegado antes, não teria evitado a morte do jogador, que chegou a receber, no gramado, massagem cardíacacom desfibrilador. Em vão.

Aliás, o desfibrilador externo automático, ou DEA, é item obrigatório nos estádios, assim como a presença de uma ambulância.

Educação Física sem bullying

Alunos aprendem a trabalhar em grupo criando regras próprias para os esportes coletivos 

Caso real
Se por um lado a Educação Física pode despertar nos alunos sentimentos de cooperativismo, companheirismo e inclusão, por outro, tende a criar situações de competitividade, agressividade e discriminação em meio às quais práticas de bullying podem surgir - sobretudo em relação aos alunos acima do peso ou com pouca habilidade nos esportes.

Foi o que a professora Joice Silva enfrentou ao assumir as aulas no Colégio Estadual Frederico Costa, de Salvador (BA). "A disciplina já cria a ideia de que só os melhores podem participar. Os próprios alunos começam a selecionar quem eles querem em seu time, tentando encontrar os mais aptos", explica.

Nesse processo de seleção e exclusão começam a surgiu atos de bullying entre os colegas. "Aparecem os apelidos, os termos que eles utilizam para classificar os colegas: menina é lerda, é fraca, vai se machucar; os gordinhos são lentos", comenta a professora.

Diante da situação, Joice resolveu intervir nas regras convencionais dos esportes, junto com os alunos. No basquete, por exemplo, antes de arremessar a bola, eles devem passá-la por, pelo menos, três meninas do grupo. "Querendo ou não, a bola acaba passando por todos. A regra que, na maioria dos casos é para impor limites, acaba por ampliá-los", conclui.

A professora passou também a organizar pequenos debates durante as aulas, questionando os alunos sobre quem é o vencedor e quem é o perdedor, em determinadas situações. "A participação deles aumentou e a convivência melhorou porque o objetivo da aula deixou de ser somente vencer o jogo e passou a ser se divertir e aprender com o grupo", avalia.

Palavra de especialista
Bullying é resultado de ações intencionais de desrespeito e pode ter origem em diferentes causas que vão desde ambientes familiares e escolares agressivos até a falta de valorização pessoal e de perspectivas. "O alvo e o autor de bullying sempre apresentam algum problema em relação ao valor de si. Por isso, o maior antídoto é promover um ambiente onde crianças e adolescentes se sintam valorizados e que possam reconhecer o valor do outro", explica Vanessa Vicentin, doutora em Psicologia Escolar pela Universidade de São Paulo (USP).

Para a pesquisadora, ao colocar a cooperação como pilar para as atividades da disciplina deeducação física, Joice consegue demonstrar para os alunos que o respeito mútuo é o princípio que deve nortear as relações entre as pessoas. "Praticando e analisando as regras que criaram, as crianças se sentem pertencentes a sua construção e percebem a necessidade de colocá-las em prática", explica.

Neste ambiente construído com base na participação dos alunos o professor atua como um mediador nas situações de conflito e o índice de casos de bullying tende a diminuir. "O professor não deve resolver os conflitos entre os alunos e dizer quem está certo ou errado, mas incentivá-los a expressar pontos de vista e sentimentos e discutir formas alternativas de resolver os problemas sem se prejudicar ou prejudicar o próximo", alerta Vicentin.

A especialista também indica uma técnica que pode ser usada pelo professor em sala de aula: "o estatuto antibullying". Na primeira etapa, os alunos devem responder de forma anônima a questionários que busquem avaliar as condutas de bullying em sala. Depois, os próprios alunos ajudam a tabular os resultados e passam a discutir em subgrupos como resolver os problemas de desrespeito. Ao final, eles apresentam as propostas e, por votação, elaboram o "estatuto antibullying", com regras de condutas deliberadas e discutidas por todos.